Ela? A pessoa mais linda que já conheci. E quando digo linda, me refiro a todos os pontos que você acabou de pensar, e talvez até você subestime tamanha beleza para uma só pessoa. Mas acredite, ela era realmente linda. Tinha os olhos mais enormes que uma pessoa possa possuir, mas não era nada exagerado, ou pelo menos, não demonstrava ser, pois tudo nela era proporcional. Olhos grandes, sorriso enorme, bochechas redondas e deveras fofas, sem falar no corpo dela, ela era muito corpulenta. Contudo, era baixinha; uma completa anãzinha. Mas você não imagina a força que se escondia naquela “tampinha”. O soco dela poderia nocautear o Anderson Silva, com toda certeza. Ela daria uma boa boxeadora, ou não. Por que ela era sensível, mesmo com toda a valentia era sensível, e também frágil, posso admitir. Mas isso não fazia dela uma garotinha da mamãe. Ela sempre correu atrás dos seus sonhos, por mais loucos que eles fossem. Acredita que uma vez ela me ligou dizendo que queria viajar pelo país inteiro?! Sim, e ela o fez, mas em sonhos; obviamente, os pais dela não o deixaram acontecer de verdade. Mas, por mais absurdo ou louco que pareça, eu viajei com ela. Fomos a todos os lugares que você possa imaginar. Visitamos não só o país que residíamos, mas também o mundo inteiro. Pergunte “Quem foi a paris na semana passada?” e com toda convicção te direi que eu e ela fomos. Foi divertido conhecer a Torre Eiffel, e também aquelas florestas que, eu não queria, mas ela insistiu que visitássemos cada lugar, eu não iria se não fosse com ela. Tudo ao lado dela ficava bom (até comer feijão). O maior problema de tudo isso era eu saber que ela escondia algo de mim, notei isso desde a primeira conversa, ou até tenha sido antes, quando ouvi falar dela. Ela agia como se sua vida fosse limitada, sempre queria que as coisas pudessem acontecer logo ou que acabassem logo também para que ela pudesse fazer outras coisas. Ela saia do ballet, corria para a faculdade, ia para o trabalho, vinha na minha casa, visitava a sua vó, e o mais importante, beijava a sua mãe. Acho que para ela essa era a sua atividade diária mais importante, pois não dormia sem antes dar um beijo em sua mãe. Com o tempo, acabei juntando as peças, fui descobrindo que não havia como decifrá-la, por que isso faria com que a minha visão de garota “forte e sensível” se acabasse, eu não podia defini-la, não podia questioná-la, então sempre segui a risca tudo o que ela me falava. Se ela dizia para mim “Por favor, não faça isso”, eu fazia mais umas duas ou três vezes só para confrontá-la. Porém não fazia isso sempre, mas é que eu adorava vê-la com raiva. As maçãs do rosto dela cresciam, suas bochechas coravam, e ela? Ah, ela corria atrás de mim até se cansar, ou me alcançar, coisa que quase nunca acontecia, só mesmo quando eu deixava; sempre corri mais que ela. Essa garota me fez feliz por muito tempo, não poderia contar, nem estimar, sabe?! Isso faria com que eu percebesse que não foi por tanto tempo assim.
Aconteceu justamente no pior dia da minha vida. Ela chegou e me perguntou “Se amanhã fosse o meu último dia, o que você me diria?”. Eu a xinguei, blasfemei contra ela e apertei-a contra a parede, dizendo “Nunca mais repita isso, tá me ouvindo?”. E então ela começou a chorar, descontroladamente e me deixou ali, de pé olhando para o lugar que ela deveria estar se não tivesse saído correndo e me deixado ali, estupefato. Minutos depois, eu caí na real… Não deveria ter feito aquilo com ela, mas a verdade era que eu não tinha uma resposta. Não estava preparado para responder aquilo, na verdade queria questionar o porquê dela ter me feito àquela pergunta duma hora pra outra. O dia se seguiu e eu decidi dar um tempo para ela, eu a magoei, mesmo sem querer a magoei. Passei a noite me controlando, esperando uma mensagem dela me chamando para sair, ou fazer mais uma de nossas loucuras e nada. Meu orgulho ferido não me deixava dizer nada, fazer nada a respeito e então decidi ver fotos dela. Sei lá, sabe?! De repente bateu uma saudade imensa dela e eu não sabia como controlar. Logo, me peguei em lágrima, estava chorando sem parar, berrando, devo admitir. Perguntava-me “Como será que aquela ‘tampinha’ está?”, mas eu sozinho não conseguiria saber. Eu adormeci, tive pesadelos, e decidi me levantar. Precisava ver aquela garota e sei lá, dizer ao menos que eu não conseguiria responder, até por que nós éramos jovens e nada de preocupante poderia nos acontecer. É, isso foi o que eu havia pensado antes de chegar a casa dela e não encontrar ninguém. Imaginei que ela tivesse ido dormir fora, como era de costume, mas por que os pais dela não estariam? Gritei, berrei, joguei pedrinhas, até um vizinho surgir e dizer “Dá pra parar de berrar, queremos dormir!”, eu não me importei e só fiz perguntar “Você sabe onde eles estão?”, o vizinho, de cara amarrada, respondeu “Foram todos para o hospital, a filha deles não estava passando bem”. Mas eles só tinham uma filha, só podia ser ela. Corri em direção ao ponto de táxi mais próximo e fui em direção ao hospital (sorte minha a nossa cidade ter somente um hospital). Chegando lá, encontrei os pais dela, chorando e eu nem consegui perguntar o que estava se passando, talvez ela tenha se machucado, ou sei lá o que. Abri a porta que estava atrás deles e os médicos já estavam retirando ela de lá, percebi que os aparelhos estavam fazendo aquele barulho de quando a pessoa morre. Mas talvez eles tenham desligado para transferi-la. Para onde eles estavam levando a minha garota “forte e sensível”? Quando ela iria acordar para rir comigo de novo? Quando iríamos repetir todas as nossas atividades malucas? Você já deve saber a resposta né… Infelizmente nunca mais eu vi aquele sorriso. Nunca mais fiz viagens malucas depois daquele dia.
Sabe o que mais dói nisso tudo? É saber que as minhas últimas palavras para ela foram “Nunca mais repita isso, tá me ouvindo?” e realmente ser verdade. Ela nunca mais repetiu nada depois daquele dia. Se eu pudesse voltar atrás, eu contaria a nossa história para ela. Assim como estou contando para você. Dê valor às pessoas que estão perto de você e nunca diga nunca para elas. Sente-se com ela, recorde os momentos bons e ruins, ria e sempre encerre suas frases com palavras boas, pois você não sabe quando essa pessoa vai te deixar e quando eu digo deixar, não é de abandonar, pois sei que, aonde quer que a minha garota “forte e sensível” esteja, ela está comigo, ela só fez uma viagem da qual não fui convidado a ir, não por enquanto, mas a minha passagem já está comprada, numa poltrona ao lado dela e então faremos nossas viagens malucas, eu sei.
Nunca diga nunca - Enzo Menezes.  (via eternismo)
Mãe lê pensamentos, tem premonição, sonhos estranhos. Conhece cada choro, de gripe, de medo, entra sem bater, liga de madrugada, pede favor chato, palpita e implica com amigos, namorados, escolhas. Mãe dá roupa do corpo, tempo, dinheiro, conselho, cuidado, proteção. Mãe dá um jeito, dá nó, dá bronca, dá força. Mãe cura cólica, porre, tristeza, pânico noturno, medos. Espanta monstros, perigos. Mãe tem intuição e é messiânica: mãe salva. Mãe guarda tesouros, conta histórias e tem lembranças. Mãe é arquivo! Mãe exagera, exaure, extrapola. Mãe transborda, inunda, transcende.
Autor Desconhecido. (via r-eadaptada)
Hoje eu não sinto mais saudade de você. Não estou dizendo essas palavras para te atingir, me vingar ou fingir que não estou mais nem aí. Só não sinto mais saudade de você. Antes aquela saudade me consumia, fazia meus olhos encherem de lágrimas, fazia meu coração tremer. Hoje tudo isso passou. Procuro no passado o que me fez te querer tanto. Não acho. Você continua bonito, engraçado e sedutor. Mas não vejo mais graça nisso tudo. Não me abalo mais com tanto poder de sedução. O encanto acabou, a magia se partiu, tudo ficou bem terminado aqui dentro. Isso antes me entristecia, hoje me deixa com olhar de paisagem. Não sinto nada. Nem seu cheiro sinto mais. Antes, fechava os olhos e conseguia sentir seu perfume. Passou. Meu Deus, eu achei que nunca ia passar! Pensei que meu sofrimento jamais teria fim. Mas teve. Um fim bonito. Um fim que não deixa nem saudade.
Clarissa Corrêa.   (via r-eadaptada)
Quer se matar? Imagine isso. Você chega em casa depois da escola um dia. Você teve mais um dia horrível. Você está pronta para desistir. Então você vai para o seu quarto, fecha a porta, e tira a carta de suicídio que você tenha escrito e reescrito. Você pega os remédios e os leva para a sua cama. Você toma todos, enquanto passa a lâmina fundo na veia, segurando a carta contra o seu peito, você fecha os olhos pela última vez. Algumas horas mais tarde, o seu irmão mais novo bate à sua porta para lhe dizer que o jantar está pronto. Você não responde, então ele abre a porta. Tudo o que ele vê é você deitada na sua cama, ele pensa que você está apenas dormindo. Sua mãe vai para o seu quarto para acordá-la. Ela percebe que algo está estranho. Ela pega o papel em sua mão e o lê. Soluçando, ela tenta acordá-la. Ela está gritando o seu nome. Seu irmão, tão confuso, corre para ir contar para o pai que “a mamãe está chorando e sua irmã não vai acordar.” Seu pai vai para o seu quarto. Ele olha para a sua mãe, chorando, segurando a carta ao peito, sentada ao lado de seu corpo sem vida. Ela com dificuldade, fala pra ele o que está acontecendo, e ele grita. Ele grita e joga alguma coisa na parede. E, em seguida, caindo de joelhos, começa a chorar. Sua mãe rasteja até ele, e eles se sentam lá, abraçados, chorando. No dia seguinte, na escola, há um anúncio. O diretor diz a todos sobre o seu suicídio. Leva alguns segundos para que de a noticia concreta, e uma vez que ele conta, todo mundo fica em silêncio. Todo mundo culpa a si mesmos. Seus professores acham que eles foram muito duros com você. Essas meninas populares, pensando em todas as coisas que disseram pra você. Aquele menino que costumava te provocar e chamar-lhe de nomes feios, ele não pode ajudar, mas ele agora odeia a si mesmo por nunca lhe dizer o quão bonita você realmente era. Seu ex-namorado, que terminou com você ele não pode lidar com isso. Ele se desespera e começa a chorar, correndo para fora da escola. Seus amigos? Eles estão chorando muito, querendo saber como eles nunca poderiam ver que algo estava errado, desejando poder ter te ajudado, antes que fosse tarde demais. E sua melhor amiga? Ela está em choque. Ela não pode acreditar. Ela sabia o que estava passando, mas nunca pensou que chegaria a tal ponto ela não consegue chorar, ela não consegue fazer nada. Ela se levanta, caminha para fora da sala de aula, e só cai no chão. Treme, grita, mas as lágrimas não saem. Alguns dias depois, em seu funeral, a cidade inteira praticamente estava lá. Todo mundo sabia quem era você, a menina com o sorriso brilhante e personalidade borbulhante. Muitas pessoas falam sobre todas as boas lembranças que tiveram com você, havia um monte. Todo mundo está chorando, o seu irmão mais novo ainda não sabe que você matou a si mesmo, ele é muito pequeno para entender as dimensões disso. Seus pais só disseram que você morreu. Dói muito. Você era a irmã mais velha, que estava sempre lá para ele. Sua melhor amiga, ela permanece forte, durante todo o velório, mas assim que começam a baixar seu caixão no chão, ela só grita, jogando-se no chão. Ela chora e chora e não para por dias. É dois anos mais tarde. A vida de todos continua, mas não necessariamente voltou ao normal. Aquelas meninas populares têm distúrbios alimentares agora. Aquele menino que costumava provocar você se corta. Seu ex-namorado não sabe como amar mais e apenas dorme por aí com as meninas. A sua melhor amiga? Ela tentou se matar. Ela não teve sucesso como você, mas ela tentou… O seu irmão? Ele finalmente descobriu a verdade sobre sua morte. Ele também se machuca agora, ele chora à noite, ele faz exatamente o que você fez durante aqueles anos que antecederam seu suicídio. Seus pais? Seu casamento se desfez. Seu pai tornou-se um viciado em trabalho para se distrair da sua morte. Sua mãe foi diagnosticada com depressão e apenas repousa na cama o dia todo. Conclusão? Suas escolhas não vão apenas afetar você. Elas vão afetar a todos. Não termine a sua vida ainda, você tem muito para viver. As coisas não vão ficar melhor se você desistir. Não importa de onde você veio, não importa quem você é, você tem chances de vencer…
Desconhecido. (via inconsumada)
Um dia, perguntei para o psiquiatra: sou bipolar? Ele me disse: de bipolar você não tem nada. Você é sincera e tem sentimentos intensos. E me explicou a origem da palavra sincera, que vem do latim e significa “sem cera”. Antigamente, carpinteiros e escultores usavam cera para disfarçar os defeitinhos de esculturas e móveis de madeira. Então, eles lixavam, passavam verniz e tudo ficava aparentemente perfeito e em ordem. O aspecto das peças era magnífico. Com o passar do tempo, do frio, calor e uso, a cera ia se desmanchando e os defeitos iam ganhando vida. Sinceridade é “sem cera”, ou seja, sem máscaras, sem retoques, sem querer ser o que não é. Achei bonita a explicação dele. E triste. Dói ser “sem cera”.
Clarissa Corrêa  (via eternismo)
Vai lá otaria, manda mais uma mensagem, como se ele não tivesse recebido todas as ultimas. Enche a caixa de entrada do celular dele, como se isso fosse fazê-lo sentir algo por você além de enjoo. Enjoo do teu exagero, enjoo de quem insiste em dançar sem musica, sem ritmo, sem dança, sem pista, sem par, que tal se valorizar?
Tati Bernardi.  (via eternismo)
Eu quero ser feliz, quero muito. Mas eu sou terrivelmente sensível. Não entendo como um gesto ou apenas uma palavra podem me deixar tão abalada. Qualquer coisa pra mim é pouco ou muito, tudo é o fim do mundo e toda palavra mal dita é sinal de desprezo. Eu sei que nem sempre as pessoas agem com má intenção de propósito. Às vezes elas só não estão afim de serem legais. É justamente por isso que eu não entendo, eu sempre estou disposta à tratar todo mundo bem e fazer todos sorrirem. Se eu não estou em um dia bom, não converso com ninguém e nem me permito deixar que alguém perceba. Mas as outras pessoas são diferentes, elas descontam tudo de ruim nos outros e os fazem se sentir tristes também. E eu nunca vou entender isso, não quero correr o risco de me tornar uma pessoa assim.
Eternue.  (via eternismo)
E que a próxima mulher que você ame, seja nossa filha.
Tati Bernardi.  (via requiz)
Não existe coisa pior do que se sentir sozinha no meio de tanta gente
Tire a sua maquiagem, solte o seu cabelo, respire, olhe-se no espelho, não gosta de você? Porque eu gosto de você.
Colbie Caillat.   (via desembarcou)
Amor de amigo é coisa engraçada! É diferente de amor de pai, de mãe, de irmão, de namorado. Amor de amigo é amor que completa a gente. Um amigo não precisa estar com a gente o tempo todo, porque amor de amigo vence a distância. Amigo que é amigo mesmo pode até ter outros amigos, porque amor de amigo nunca acaba. Ele se multiplica. Tem amigo de tudo quanto é jeito: de infância, da escola, de bairro, de igreja, de faculdade, de internet, amigo de amigo. Tem amigo até que a gente nem lembra de onde veio. E cada um deles tem um espaço guardado na memória e no coração. Amigo é amigo porque está presente nos momentos mais importantes da vida da gente: o primeiro beijo, a primeira festa, a aprovação no vestibular, um picnic sábado à tarde, um dia de praia, ou até um almoço de domingo. Aos meus amigos, a todos eles, eu desejo que conquistem cada vez mais amigos. Porque amor de amigo não se cansa de amar.
Pedro Bial.  (via eternismo)
Uma casinha bonita. Um emprego que eu adore. Uma pessoa que me entenda. Um par de pés pra me guiar. E um de braços pra dias frios. Um chão pra quando meu mundo desabar. Um colo eterno de mãe. Um lugar pra voltar. Outro pra ficar pra sempre.
Tati Bernardi.   (via desembarcou)